quarta-feira, 28 de abril de 2010

Trabalho sobre a cor










A cor, após ser captada pela visão, é processada pelo cérebro, quantificada e avaliada convertendo-se num elemento de significado. O cérebro, nesta etapa assimila qual a cor que é vista e relaciona-a com experiências prévias de modo a atribuir valores à cor. Assim sendo, é de considerar que os seres humanos têm uma resposta emocional à cor, baseada no contexto cultural em que se insere. É fundamental estudar e entender quais os valores atribuídos, uma vez que variam de indivíduo para indivíduo. A compreensão e interpretação vai combinar o que é retratado/criado numa composição com as cores utilizadas e a sua relação. Quanto maior o número de cores, maior o número de possibilidades. Esse procedimento passa pelo momento em que a cor é visualizada unicamente como um estímulo, até a fase posterior a sua descodificação, onde sensações, memórias e conceitos imputados, são comparados ao contexto social e cultural. A cor expõe uma carga cultural demasiado forte e a sua interpretação pode ser imposta tanto por costumes locais, globais ou pela própria memória pessoal.
As cores, quando usadas de maneira estratégica em determinadas situações, não só pelo seu valor estético, têm um poder de criar códigos estruturais as quais são muito importantes par ao desenvolvimento de uma interface gráfica. Quando bem utilizadas, facilitam o processo de comunicação, direccionando assim a atenção do leitos para regiões específicas da página. Se pelo oposto misturar-se as cores desenvolvendo um ruído entre si, que complicam a leitura, pelo facto da percepção entre o texto e o fundo ser confundível, por exemplo.
A escolha da palete de cores é fundamental para uma boa harmonia de elementos de um trabalho ou projecto. As cores podem enfatizar os textos, imagens e representar particularmente os elementos da página.
A cor cumpre uma influência deliberativa nos olhos dos seres humanos, afecta a actividade muscular, mental e nervosa. O pacto das cores afecta o psicológico e pode mudar um ponto importante no interesse do público em seu site. Já a combinação certa pode causar variados efeitos, como excitação, urgência, calma, melancolia, segurança, etc., destacando ainda um elemento em relação a outro.

As cores e os efeitos psicológicos
Sensações visuais + significado:
• Branco – pureza
• Preto – negativo
• Cinza – tristeza
• Vermelho – calor, dinamismo
• Rosa – graça, ternura
• Azul – pureza, fé



Sensações Acromáticas

Branco: inocência, paz, divindade, calma, harmonia, para os orientais pode significar morte, batismo, casamento, cisne, lírio, neve, ordem, simplicidade, limpeza, bem, pureza.

Preto: sujeira, sombra, carvão, fumaça, miséria, pessimismo, melancolia, nobreza, seriedade. É expressivo e angustiante ao mesmo tempo. Alegre quando combinado com outras cores.

Cinza: pó, chuva, neblina, tédio, tristeza, velhice, passado, seriedade. Posição intermediária entre luz e sombra.


Sensações Cromáticas

Vermelho: guerra, sol, fogo, atenção, mulher, conquista, coragem, furor, vigor, glória, ira, emoção, paixão, emoção, ação, agressividade, perigo, dinamismo, baixeza, energia, revolta, calor, violência.

Laranja: prazer, êxtase, dureza, euforia, outono, aurora, festa, luminosidade, tentação, senso de humor. Flamejar do fogo.

Amarelo: egoísmo, ciúmes, inveja, prazer, conforto, alerta, esperança, flores grandes, verão, limão, calor da luz solar, iluminação, alerta, euforia.

Verde: umidade, frescor, bosque, mar, verão, adolescência, bem-estar, paz, saúde (medicina), esperança, liberdade, paz repousante. Pode desencadear paixões.

Azul: frio, mar, céu, horizonte, feminilidade, espaço, intelectualidade, paz, serenidade, fidelidade, confiança, harmonia, afeto, amizade, amor, viagem, verdade, advertência.

Roxo: fantasia, mistério, egoísmo, espiritualidade, noite, aurora, sonho, igreja, justiça, misticismo, delicadeza, calma.

Marrom: cordialidade, comportamento nobre, pensar, melancolia, terra, lama, outono, doença, desconforto, pesar, vigor.

Púrpura: violência, furto, miséria, engano, calma, dignidade, estima.

Violeta: calma, dignidade, estima, valor, miséria, roubo, afetividade, miséria, calma, violência, agressão, poder sonífero.

Vermelho-alaranjado: sexualidade, agressão, competição, operacionalidade, desejo, excetabilidade, dominação.




A cor numa imagem é fulcral para se entender o que esta pretende transmitir. Mesmo uma imagem a preto e branco transmite uma mensagem que a imagem a cores não transmite, e vice-versa. É objectivo deste trabalho pesquisar uma imagem e tratá-la a nível de cor, mudando o sentido da imagem ou alterando pontos fulcrais da mesma. Com o intuito de alterar a mensagem transmitida através da imagem adicionei cor onde não existia, retirei onde tinha entre outras transformações. Deste modo as imagens escolhidas foram pesquisadas na Internet e alteradas em photoshop.
As imagens colocadas seram por ordem, ou seja, terá a original primeiro e a imagem alterada logo a seguir. Por acaso as imagens escolhidas na Internet são todas a preto e branco e as alteradas são a cores ou com um pouco de cor.

Neste trabalho fomos de encontro ao propósito de tentar modificar o significado de uma imagem alterando apenas a cor. As imagens foram pesquisadas na internet e nesse sentido procurou-se implementar o que nos foi leccionado assim como as técnicas pesquisadas ou apreendidas em tempo de aula. Com o tempo que nos foi dado, conseguimos apresentar um bom trabalho, assim como uma composição de cor razoável em que tentamos mudar-lhe o sentido acrescentando ou retirando cor, centralizando a atenção do visualizador noutros pormenores que antes não eram denotados. Tendo isto em conta as imagens foram trabalhadas no sentido de criar o impacto desejado utilizando cores que anteriormente a imagem não possuía. As imagens trabalhadas foram principalmente a preto e branco tornando assim o seu dignificado incógnito e deste modo mais fácil a sua transformação para o sentido desejado. Na imagem número um temos uma modelo com uma borboleta pousada no ombro. A imagem em si é muito sombria e escura pelo que optamos por dar mais luminosidade à cara, avermelhamos os lábios de modo a realçar os atributos, colocamo-la loura e realçamos o fundo com a cor verde fazendo realçar também os seus olhos com um verde amarelado. Na imagem de cor número dois, optamos por não realçar o fundo realçando assim as duas figuras centrais da imagem, o pinguim e a menina. Colocamos esta imagem com cores fortes e engraçadas, como por exemplo o pinguim com o pêlo cor-de-rosa, de modo a encontrar a afinidade da imagem fazendo assim sobressair os atributos principais. Na imagem número três houve a tentativa de realçar as rosas mas as folhas não ficaram na sua melhor forma. O fundo foi escurecido quase de modo a ser esquecido, para assim sobressair as duas crianças e as rosas. Foi dado um tom azul às crianças para tomar outra forma.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Trabalho de Tipografia - A palavra imagem e Visita do Papa a Portugal



VISITA DO PAPA BENTO XVI A PORTUGAL


Desde o país mais pequeno da Europa, o Veticano, chega até nós a representação máxima da igreja católica, Papa Bento XVI. Sua santidade que estará em curta visita a Portugal passará por Lisboa, Fátima e Porto, movendo massas com a sua presença.

São momentos únicos na história, os quais marcam quem os passa. Se pretende saber onde andará o Papa na sua curta estadia em Portugal, basta ver o percurso no site da RTP.

Vamos um pouco mais além, digamos que não consegue ver o Papa em Portugal mas tem interesse em vê-lo, ou até mesmo curiosidade em saber por onte anda, poderá seguir os seus passos através do site do Veticano, na secção Calendário de 2010

Para mais notícias sobre o Papa Bento XVI basta explorar o site do Veticano que exite em Português e referido no início.









A Tipografia

A tipografia (do grego typos — “forma” — e graphein — “escrita”) é a arte e o processo de invenção na compostura de um texto, física ou digitalmente. O propósito principal da tipografia é facultar ordem estrutural e formato à comunicação impressa. Tipografia igualmente é um termo habitual para a gráfica que emprega uma prensa de exemplares móveis.
Na desmedida maioria dos casos, uma composição tipográfica deve ser particularmente legível e visualmente cativante, sem desconsiderar o contexto em que é lido e a finalidade da sua publicação. Em trabalhos de design gráfico experimental (ou de vanguarda) os alvos formais extrapolam a funcionalidade do texto, portanto casos como legibilidade, nesses casos, podem concluir como sendo fortuitas. O interesse visual no uso da tipografia é realizado através da devida escolha de fontes tipográficas, na composição de texto, a sensibilidade para o estilo do texto e a afinidade entre texto e os componentes gráficos na página. Esses facto são acordados para que o layout final tenha a “ressonância” apropriada teor abordado. No que toca à media impressa, os tipógrafos (designers gráficos) costumam-se preocupar com a selecção do papel apropriado, da tinta e dos processos de impressão.
Durante algum tempo o trabalho com a tipografia, como actividade de projecção e industrial gráfica, era limitado aos tipógrafos, mas com o aparecimento da computação gráfica e tipográfica tornou-se disponível para designers gráficos geral e leigos.
Hoje qualquer um pode seleccionar uma fonte (tipo de letra) e dispor um texto básico num processador de texto. O conhecimento apropriado do uso da tipografia é substancial aos designers que diligenciam a diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem. Assim a tipografia é um dos sustentáculos do design gráfico e uma disciplina imprescindível aos cursos de design. Para o designer que se particulariza nessa área, a tipografia costuma se mostrar uma das aparências mais complexas e sofisticadas do design gráfico.
As propostas foram elaboradas tendo em mente a pesquisa efectuada e os exemplos recolhidos. Através de imagens de Fernando Pessoa, assim como caricaturas encontradas através da Internet realizamos o trabalho de Tipografia. Conseguimos as assinaturas dos heterónimos de Fernando Pessoa e decidimos colocar, para dar um toque especial à tipografia e assim torná-la um pouco mais pessoal. No que toca à cor, foi utilizado apenas no trabalho número três, o heterónimo Ricardo Reis, colocamos cor na flor criada de modo a realçar o efeito e assim realçar a paisagem. O texto foi colocado nas pétalas da flor. O trabalho dois é um trabalho mais simplista e minimalista e provavelmente um dos mais agradáveis ao olhar, utilizando as três sombras do Fernando Pessoa. O texto foi decisivo colocá-lo por cima da imagem principal centrado assim a atenção na frase. O trabalho três elaborado mais uma vez com letras, teve como propósito compor a cara de Fernando Pessoa, somente com letras evidenciando assim os seus traços, a sua figura.


Este trabalho teve como objectivo expressar através da tipografia os três heterónimos de Fernando Pessoa - Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Àlvaro de Campos. Foi-nos dado alguns excertos que abaixo iremos mencionar o quais foram utilizados para a composição deste trabalho de matéria essencialmente visual.